O satélite
caçador de exoplanetas Kepler encontrou em 2015 aquele que talvez
seja o corpo celeste mais parecido com a Terra conhecido como
Kepler-452b, um exoplaneta encontrado dentro de uma zona habitável
de seu sistema solar, ou seja, uma região onde é possível que
exista água no estado líquido. Devido a semelhança com nosso
planeta o Kepler-452b é conhecido como “ Terra 2.0”.
O
Kepler-452b é cerca de 60% maior do que a Terra e precisa de 385
dias para completar uma órbita ao redor de sua estrela. E essa
estrela é muito parecida com nosso Sol: tem quase o mesmo tamanho,
temperatura e emite apenas 20% mais luz.
Localizado
na constelação Cygnus, o sistema solar da Terra 2.0 está a 1 400
anos-luz distante do nosso. Não se sabe qual a massa exata do
exoplaneta, pesquisas anteriores mostraram que planetas do tamanho do
Kepler-452b são rochosos, na maioria das vezes.
A
descoberta do Kepler-452b é importante, mas não é inédita. No
2014, astrofísicos da NASA encontraram o primeiro exoplaneta com um
tamanho similar ao da Terra, o Kepler-186f, que também está na
região habitável de uma estrela. Mas a principal diferença entre o
Kepler-452b e o Kepler-186f é a estrela que cada um deles orbita:
enquanto a do 186f é uma estrela anã, a do 452b é muito mais
parecida com nosso Sol.
Lançada
em março de 2009, o satélite Kepler consegue encontrar exoplanetas
ao medir como a luminosidade de uma estrela varia quando um planeta
passa na frente dela. A variação da luz é minúscula, mas permite
estimar o raio do exoplaneta e sua distância em relação à
estrela.
Até
agora, a sonda encontrou 4 696 candidatos a exoplanetas, sendo que 1
030 já tiveram sua existência confirmada. No total, os astrofísicos
já catalogaram 1 927 exoplanetas no universo.
Um planeta
é considerado "habitável" quando não está tão perto de
sua estrela para ser muito quente, nem longe demais, para que a água
não esteja congelada.
Os
cientistas esperam que o Telescópio Espacial James Webb, com
lançamento marcado para 2018, consiga ser potente o suficiente para
detectar e confirmar a existência desses outros planetas ainda
escondidos.
fonte AQUI
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