Astrônomos propõem uma nova forma de medir a velocidade de rotação
de um buraco negro super-massivo. Encontrado no centro de galáxias, esse
tipo de buraco negro tem dimensão gigantesca, de até bilhões de vezes a
massa do Sol. O método pode ajudar a
entender como esses corpos celestes influenciam o crescimento das
galáxias. Os resultados foram publicados no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, da Universidade de Oxford, no Reino Unido AQUI.
Os buracos negros são corpos celestes que não podem ser observados
diretamente, mas apenas por meio da influência que exercem em objetos
próximos a eles, como os discos de gás e poeira que os circundam.
Os pesquisadores estudaram um buraco negro com massa equivalente a 10
milhões de vezes a do Sol, localizado no centro de uma galáxia espiral,
a 500 milhões de anos-luz da Terra. Por meio da análise do espectro de
raios ópticos, ultravioleta e raios X desse disco de matéria, do qual o
buraco negro se alimenta, eles conseguiram descobrir a distância entre o
disco e o buraco negro. A partir disso, foi possível estimar a velocidade de rotação do
buraco negro, pois quanto mais rápida sua rotação, mais ele atrai para
perto de si a matéria ao seu redor. A primeira medição da velocidade de
rotação de um buraco negro supermassivo foi registrada em um artigo
publicado na revista Nature, em fevereiro deste ano. A técnica, porém, utilizava apenas raios X.
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