No sétimo episódio, Sagan o inicia de
modo nostálgico, relembrando suas primeiras indagações sobre as
estrelas. Ele volta à sala na qual estudou numa escola do Brooklyn,
incentivando os atuais alunos em relação às então novas descobertas da
Astronomia. Em seguida, mostra como a Via Láctea foi intepretada de
diferentes modos ao longo da história, inclusive como a espinha dorsal
da noite, expressão cunhada pelos ǃKung (povo do deserto do Kalahari) e
que dá título ao episódio. Da Àfrica, Sagan segue para a Grécia, tida
como berço do pensamento racional no ocidente, onde apresenta Tales de
Mileto e Polícrates. Após comentar sobre vários pré-socráticos, critica
os pensadores do período clássico, na medida a visão dualista,
principalmente de Platão, teria legitimado aquilo que Marx chamou de
modo de produção escravista. O episódio se encerra com Christiaan
Huygens.