A partir da experiência da nave Voyager,
Sagan a relaciona com as grandes navegações da Idade Moderna, em
especial no contexto da Holanda do século XVII, que ao contrário da
Itália, onde a mão forte da Igreja fez Galileu recuar de seu modelo
heliocêntrico e Giordano Bruno morrer na fogueira, prestigiou um dos
grandes cientistas daquele século: Christiaan Huygens. Após uma breve
explanação da vida do cientista holandês, Sagan retoma o curso da
Voyager, atravessando os anéis de Saturno até o maior satélite do
sistema solar, Titã, um corpo celeste rico em matéria orgânica.